segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Blogagem coletiva - Justiça para Flávia


Há dez anos, sem direito a opção, Flávia passou a habitar um mundo próprio. Desde então sua mãe tenta , através dos meios legais, assegurar-lhe condições dignas de vida. Lutando contra a morosidade da justiça brasileira, ela ergueu uma bandeira e, aos poucos, todos os que dela foram se aproximando passaram a partilhar de sua indignação e a admirar sua coragem.
Flávia não fala, mas hoje, especialmente, pessoas do mundo todo juntaram-se para dar voz a ela e exigir que seus direitos de cidadã sejam respeitados. Não estamos pedindo nada; só queremos que a justiça seja feita e que os culpados sejam punidos.
Aos que quiserem saber mais sobre a história da Flavia, basta visitar o blog: Flavia vivendo em coma : http://flaviavivendoemcoma.blogspot.com/


Imagem retirada do blog: Adesenhar ( Ponte JK - Blogs aderentes entram em Brasilia para a blogagem coletiva)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Reencontro desencontrado




Sala vip
Um vidro divisório
Parte de um futuro despede-se do lado de fora.

Um vôo
Um olhar que paira
sobre possibilidades.

Nova sala
Bagagem na mão
A porta se abre
O passado encontra-se com o presente.


Lucia Vianna


Foto: O fim da noite
Fotógrafo: Oleg Lobachev

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Poema


Gastei uma hora pensando em um verso


que a pena não quer escrever.


No entanto ele está cá dentro


inquieto, vivo.


Ele está cá dentro


e não quer sair.


Mas a poesia deste momento


inunda minha vida inteira.



(Carlos Drummond de Andrade)

Por motivos pessoais estarei afastada do blog por um tempo. Deixo um beijo carinhoso a quem me visita. Logo estarei de volta.

domingo, 24 de agosto de 2008


É preciso algo que nos preocupe

Para acabar com a monotonia.

Briga com a sogra, duvida

De tua vida, de Deus, de tudo,

Das próprias coisas que melhores julgas,

Porque, na verdade,

Não há nada mais chato na vida

Do que um cachorro sem pulgas...



[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Sem palavras


Procuro em mim algo que possa descrever o momento que estou vivendo. Essa espécie de sensação de não pertencer a lugar nenhum. O que hoje habito, o conhecido, não mais me pertence. Meu é o que desconheço, o que ainda não alcancei, aquilo que não sei. Sentimentos paradoxais ocupam meu peito e se sucedem numa velocidade vertiginosa.
Pouco sei de mim... tudo sei de mim.
Sou, no momento, uma total ausência de palavras. Sou, somente, interrogações e exclamações.

Crédito de imagens: derek