
Ampulheta mórbida.
Os segundos escoam, numa lentidão repleta de sentimentos desencontrados, de lembranças que se sobrepõem.
Quero notícias e, ao mesmo tempo, não as quero, pois as temo.
Imagino o soro pingando lentamente, tal qual pingam em mim recordações dispersas de bons e maus momentos.
O bisturi que abre caminho no corpo momentaneamente sem reações é o mesmo que, a distância, rasga emocionalmente minhas entranhas.
Sinto-me aberta, exposta. O medo recrudescente engolfa-me por inteiro.
Do fundo da minha impotência, um único pensamento martela, de forma insistente:
Fecha-me! Fecha-me... com vida!!
Imagem: Jeff Alu
Os segundos escoam, numa lentidão repleta de sentimentos desencontrados, de lembranças que se sobrepõem.
Quero notícias e, ao mesmo tempo, não as quero, pois as temo.
Imagino o soro pingando lentamente, tal qual pingam em mim recordações dispersas de bons e maus momentos.
O bisturi que abre caminho no corpo momentaneamente sem reações é o mesmo que, a distância, rasga emocionalmente minhas entranhas.
Sinto-me aberta, exposta. O medo recrudescente engolfa-me por inteiro.
Do fundo da minha impotência, um único pensamento martela, de forma insistente:
Fecha-me! Fecha-me... com vida!!
Imagem: Jeff Alu




