quarta-feira, 2 de julho de 2008

Recônditos de mim



Sentada nas pedras, observo o mar atirar-se contra elas. Das águas saltam borrifos que me atingem o rosto. Seu cheiro impregnante ocupa as minhas entranhas. Acompanho com os olhos sua dança contínua.

Meus pensamentos mergulham na imensidão salgada. Vagam soltos, como pedaços de algas que se desprenderam da colônia. Assim também me sinto. Como alguém que há séculos atrás decidiu abrir mão da segurança limitante e lançou-se na imensidão. O mundo circundante adquire, a medida que me desloco, contornos diferenciados. Sentimentos se sucedem: alegria, medo, curiosidade, paixão, tristeza... tenho a minha disposição um sem fim de possibilidades. E assim flutuo... observo... sinto.

A paz envolve a minha alma.

Crédito de imagem: Nuno Milheiro

6 comentários:

Odele Souza disse...

Abrir mão da "segurança limitante e lançar-se na imensidão", é um ato de coragem. E a percepção de novos sentimentos, um privilégio, uma recompensa. Uma delas: A paz envolvendo a alma.

Um beijo!

Maripa disse...

Quando me sento junto ao mar(quantas vezes com o peito e a mente fervilhando) parece que por artes mágicas, tudo esqueço... e o sossego interior invade -me, devolvendo-me a tranquilidade.

Beijo carinhoso.

Que a paz que agora a envolve perdure por muito tempo,querida Lucia.

Daqui a um pouquinho,depois do almoço,vou para a Figueira ( a 40 km de Coimbra) conversar com o "meu mar" durante quatro dias.
Bom,não é?

O Sibarita disse...

Ô é assim fia? hummmm aiaaiaiai... kkkk

Oi, mas, esses sentimentos todos temos, né não? Sei, fala por vc e sua vivência.

Agora o mar, sei não viu... tenho um medo retado! kkkkk

Mas, que é gostoso é sim, ainda, mas, quando a água bate em nosso rosto e ai como vc mesma diz vem na mente várias possibilidades...

Isso é que é o ouro e ai ficamos leves, soltos e um horizonte enorme se abre diante dos nossos olhos revigorando tudo e por tudo. kkkkk

Muito da zorra fia seu texto!

bjs
O Sibarita

Lucia disse...

Odele:

Quantas decisões corajosas somos obrigados a tomar, ao longo da vida? Há momentos em que as situações não nos deixam outra opção, não é mesmo? Pelo menos se optarmos por uma vida de verdade.
Um beijo

Lucia disse...

Maripa:

Acho que já te falei que o mar exerce um fascinio sobre mim que não sei explicar. Sou capaz de ficar horas sentada olhando-o, absorvendo-o. Hoje moro bem longe do mar, mas sinto que o carrego dentro de mim, e lanço mão dessa "comunhão" quando me vejo em situações em que quero pensar, me acalmar, ou somente sentar e ser feliz.
Um beijo carinhoso, minha querida.

Que bom que vai estar perto do "seu mar". Sei que vai voltar entorpecida de felicidade, e nós é que ganharemos os presentes, pois com certeza escreverá mais, e mais, e mais...

Lucia disse...

Sibarita:

Baiano com medo de mar? Valha-me Deus..rs
Mas olha, moço, eu amo o mar. Moro longe prá caramba dele, mas tenho uma espécie de ritual de final de ano. A praia que costumo passar o 31 tem um local em que as ondas vem bater nas pedras. Costumo ficar sentada nelas, pensando, encerrando o ano que passou. Para mim é um momento mágico. Até suspirei, aqui.
Beijos, meu amigo
o ano que passou.